Sempre pensei que a classe profissional dos jornalistas era muito unida. Foi o que me foi passado nos 3 anos de licenciatura, foi o que senti quando estagiei no Público, foi o que senti aquando da polémica "Relvas/ Maria José Oliveira/ Público". E acredito que é o que se continua a sentir, quem está de fora. Os jornalistas são dignos, não vêm dizer mal uns dos outros para as revistas, gostam da sua profissão e fazem de tudo para a proteger.
Mas hoje descobri outro mundo, o mundo entre os jornalistas. E, minha gente, isto é um ódio entre certas partes que até dá dó... Por acaso, fui adicionada a um grupo do Facebook chamado "Jornalistas". E fazem parte desse grupo inúmeros profissionais, de todas as faixas etárias, mais ou menos importantes, mais ou menos conhecidos, mais ou menos mediáticos. O conteúdo publicado no grupo é interessante e descobre-se coisas muito boas, projetos, denúncias, camaradagem, etc. Mas nos comentários, cai o Carmo e a Trindade! Não é possível publicar alguma coisa que tenha a ver com o CM ou a CMTV sem um choro de críticas e de ataques pessoais a tudo e todos, desde o próprio jornalista à produção, passando pela direção. Vai aqui um exemplo: foi partilhado o direto da CMTV no acórdão do divórcio Carrilho/Guimarães, belo direto (não ligando propriamente ao conteúdo noticioso, mas sim à "técnica") do repórter Guilherme Coutinho Braz, que por acaso até conheço. Para mim, foi um orgulho ver um colega de curso (e do Norte) a fazer um direto tão perfeito, tão à-vontade, ver um colega de curso a trabalhar (e bem) enquanto muitos de nós não arranjamos emprego ou estamos a trabalhar em áreas completamente diferentes da nossa formação. E vê-lo ser alvo de chacota num grupo de pessoas que se dizem "jornalistas" não pelo seu direto, mas por onde trabalha ou, pior ainda, pela "franja do miúdo", apelidando-o de Tintin (e não de uma forma carinhosa), é uma coisa que não esperava por parte desta classe.
Nem todos foram por este caminho, felizmente. Quem partilhou a ligação até o elogiou bastante, atitude seguida por outras pessoas. E espero que continue assim, com muito sucesso profissional. Não só para o Guilherme, mas para todos Nós que lutamos todos os dias para um futuro digno da nossa profissão.
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