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17.9.14

A caminho dos 10

Quem me conhece há muitos anos sabe que na minha tenra infância corria muito. Aliás, correr muito
até é um eufemismo já que cheguei a ser atleta federada, na altura na Suíça.
Quando voltei para Portugal há (já?!?!) nove anos, deixei-me dessas vidas. O bichinho do desporto ficou sempre, embora não praticasse nada consistentemente.
Mas não é que aos 25 anos me deu para voltar a correr? Quando estava em Lisboa lá ia eu, de vez em quando, até ao Parque das Nações dar uma corridinha. E de repente passou-me pela cabeça o improvável: vou inscrever-me numa corrida! Até aqui, tudo bem, pensam vocês. Mas não, porque a espertinha inscreveu-se logo numa corrida de 10km, a 1ª Corrida do Porto de Leixões.
É bom que saibam que nunca corri 10km, nem em treino nem em competição. Na altura em que corria muito, os meus treinos eram de 5km e o resto era na pista. Fiz a inscrição em junho, a pensar "até 20 de setembro (dia da corrida), tenho muito tempo para conseguir a proeza". Mas entretanto vieram os Santos, depois o calor, e depois o mês de agosto, enfim tudo boas desculpas para não me empenhar no treino...
Mas, minhas caras almas, não é que até estou no bom caminho, quando só comecei o esforço a sério no início deste mês? O Mais-Que-Tudo faz de PT demoníaco (e incansável) que não me deixa parar, nem para respirar, mas já vou nos 9km!!! Eu sei que faltam 2 dias e hoje foi o último treino antes da prova, mas caraças, estou mesmo orgulhosa!
E depois quem consegue correr 9km, em competição consegue correr os 10, não?

:)

E eis por onde eu ando a correr... Lindo, não?

17.7.14

Brasil 2014 - O Rescaldo

A 'Copa das Copas' terminou com a finalíssima Alemanha - Argentina no domingo passado. E acho que este espaço merece umas considerações sobre este mês futebolisticamente intenso, de muitas horas passadas frente à televisão, de muitas séries perdidas à custa dos 90 + 30 minutos, de aventuras num hostel de Paris em pleno França - Alemanha.
E porque até percebo minimamente de futebol, cá vai o meu resumo do Mundial do Brasil em 10 pontos:

1. 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha. Literalmente. E, pela primeira vez da minha vida, torci pela Deutschland na final. Porque ver a Argentina ganhar no Brasil, ver o Messi erguer a Copa enquanto o nosso Ronaldo está de férias, não era viável. E porque a Alemanha joga muito. Já merecia.

2. Por falar em Messi: quando o jogo acabou pensava eu que já tinha visto de tudo neste Mundial, que mais nada me poderia surpreender. Enganei-me. A FIFA conseguiu, ao atribuir ao Messi a Bola de Ouro do Mundial. Mas aquilo é algum prémio de consolação e ninguém me avisou? Porque eu achava que era para premiar o melhor jogador do Mundial... Afinal não é?

3. Pornografia pura e dura em horário nobre: os 7-1 da Alemanha ao Brasil. Doeu até aqui, em terras lusas. Este Brasil não é o Brasil que me fez apaixonar por este desporto. Não, não estou a falar do Pelé nem do Garrincha, não sou desses tempos. Falo do Ronaldo, do Roberto Carlos, do Rivaldo, do Ronaldinho e por aí fora. 'Sucessão' é uma palavra que não vem no dicionário da Seleção Brasileira.

4. 3 cm. A medida que salvou a carreira de Neymar. Após carregar a equipa às costas, essas mesmas costas cederam e, por 3 abençoados centímetros, o Bad Boy brasileiro não dizia adeus ao futebol.

5. Confirmação de uma teoria: James Rodriguez e a Colômbia. Geniais, apaixonantes. Mereciam mais. Para mim, o melhor jogador do Mundial.

6. A surpresa: Costa Rica. Inglaterra, Itália, Grécia e por pouco também eliminavam a super-Holanda.

7. O génio: Van Gaal. Vai ficar para a eternidade aquela substituição de guarda-redes no último minuto do prolongamento. Mas lembrá-lo apenas por isso é ofender este senhor.

8. Desilusões europeias. Temeu-se o pior. Espanha, Itália, Inglaterra, Portugal. Caíram logo ali, na fase de grupos. E eu que apostei numa final Espanha-Brasil!

9. Desilusão nacional: ninguém esperava realmente que conseguíssemos ganhar à Alemanha. Mas o grupo era acessível, quase fácil na teoria. "Bastava" ganhar os outros 2 jogos. Mas se há momento em que a nossa Seleção mostrou todas as suas fragilidades, foi no Brasil. Algo tem de ser feito. Porque até podemos ter o Melhor do Mundo, mas o Melhor do Mundo não consegue defender golos, correr com a bola, desmarcar-se, fazer a assistência e marcar golos sozinho. É humanamente impossível. A equipa não pode ser só o Ronaldo. E tivemos a prova fria no Brasil.

10. A perspetiva: Rússia 2018. 4 anos é muito tempo no futebol. A única perspetiva que se pode ter é sobre a organização. E acredito que o monstro que é a Rússia vai fazer algo de genial. Acredito que o Brasil 2014 será sempre o Brasil 2014, mas tenho a certeza que a Rússia, tendo a pressão de fazer melhor do que o antecessor, vai dar show.

20.5.14

Impressões Futebolísticas da Semana

E com a convocatória para o Mundial do Brasil, renasceu em mim a chama futebolística que me abandonou ao longo deste ano (eu sei, amigos vermelhos, desculpem, encarnados, para o ano há mais...). Não vou dizer que não estava à espera, não me espantou mas continuo revoltada/ inquieta com certas situações:

1. Ricardo Quaresma. Como é que um talento bruto daqueles não tem lugar numa Seleção que tem Varela, Hugo Almeida e Rafa (sem desprimor pelos senhores)? Ok, tem um temperamento do caraças. Mas ele próprio sabia que, se fosse chamado, nunca seria titular, apenas saíria do banco em casos extremos para desequilibrar qualquer coisa (só se acontecesse uma tragédia ao CR, o que me leva ao 2º ponto...).

2. Cristiano Ronaldo. Como é que o nosso Melhor do Mundo está? Esta série de lesões preocupa-me, a mim e a toda a população portuguesa que apoia incondicionalmente a Seleção. E então? Alguém sabe a verdadeira condição física do madeirense? Os nuestros hermanos estarão a esconder-nos alguma coisa? Vão rebentá-lo todo na final da Champion's só para nos complicar (ainda mais) as contas?

3. Três jogadores do SC Braga na convocatória. Tantos quanto o número de portugueses chamados do Real Madrid. Eduardo? Apostava mais no Anthony Lopes, do Lyon. Eder e Rafa lesionados metade da época.

4. Quarto ponto, mas o mais importante e preocupante: pontas-de-lança? Onde estão? Não há? Temos de nos contentar com Postiga (que não tem jogado este ano e vai ser titular), Hugo Almeida (???) e Eder? Jogadores portugueses pelo mundo, ninguém para fazer sombra a estes três? Não?

5. Antunes de fora. Quem vier com a desculpa de "ah, e tal, o Paulo Bento prefere levar o Varela ou o Vieirinha porque acompanharam a Seleção durante o apuramento e o Quaresma não". Então e o Antunes que acompanhou tudo e que disse presente e agora vai o André Almeida? Nada contra o jovem do Benfica, até simpatizo com o jogador (jogador, não com o clube), mas, por essa lógica, ia o Antunes. E, na minha modesta opinião, confio mais nas capacidades do Antunes do que no André Almeida.

Mas apesar destas minhas teorias de treinadora de bancada, vou apoiá-los a todos, como se fossem todos meus irmãos mais velhos (e outros mais novos) a representar a minha família no Brasil. Vou gritar, vou chorar se for preciso, não vou perder uma pitada. E devíamos todos apoiá-los, de pé, apoiar as nossas cores, a nossa bandeira, o nosso Portugal.

9.4.14

Missão Verão: Começa a doer!

Após longos anos sem dar umas corridinhas, ontem lá me enchi de vontade e enfiei as sapatilhas (os ténis, para o pessoal de Lisboa...). Vivo a 10 minutos do Parque das Nações, este facto, só por ele, devia dar-me o empurrãozinho final para correr.
Lá fui eu, cabelo amarrado, sorriso na cara. Cheguei à Torre Vasco da Gama (os tais 10 minutinhos) a morrer. Virei para o Parque do Tejo, continuando a morrer. Até morrer definitivamente e ter de parar (parar não, caminhar) para recuperar o fôlego. Porque as pernas, essas, aguentavam a maratona, agora os pulmões é que já é outra história! Bem me avisaram que os músculos tinham memória, apenas se esqueceram de referir que os órgãos não! Os meus pulmões, se não arderam, estiveram muito perto desse estado...


14.1.14

Impressões futebolísticas dos últimos dias

1. A FIFA finalmente admitiu que sim, Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo. Custou, mas lá viram que não havia volta a dar senão dar a bela da Bola de Ouro ao nosso Português. Acredito que todo o português que viu (e reviu) a entrega se tenha emocionado, nem que seja assim numa pontinha de um cabelo, com as lágrimas, o filho, o discurso do "nosso" menino. Caraças pá, 2013 foi dele e esperemos nós que 2014 também o será.

À parte dos termos futebolísticos, alguém me pode explicar como é que deixaram o Messi vestir aquele fato? E já que estamos a falar de fatiotas, uma salva de palmas para a Irina, impecável, como sempre.

2. Um minuto de silêncio (não pelo Eusébio, isso já foi no domingo) pela morte cerebral do jogo do meu querido Futebol Clube do Porto. O que se demorou anos e anos a construir, o nosso mal-amado mister, Paulo Fonseca de seu nome, fez a proeza de destruir em meio ano. Continuo a achar que na 2ª parte o campo estava um bocado inclinado a favor do Benfica, mas, vão-me desculpar a expressão, podíamos ter sido "enrabados" logo na 1ª parte... Só nos resta sonhar com o impossível e ganharmos o campeonato no Dragão, embora a minha confiança não seja tão cega como a do Paulo Fonseca. No ano passado, por esta altura, acreditava mais que tal fosse possível.

3. E o Sporting, hã?! Três empates consecutivos e começo a acreditar que o Mais-que-tudo é mago no que diz respeito ao futebol: na altura do Natal, o Sporting vai começar a cair... Espero sinceramente (até simpatizo com os leõezinhos) que a queda não seja muito grande, até pelo trabalho do (grande) Leonardo Jardim. No final da temporada passada, ainda acreditei que iria treinar o meu Porto, mas saiu-nos o outro na rifa... (Oxalá aconteça o mesmo milagre do ano passado)

4. O AROUCA GANHOU! O AROUCA GANHOU! :D

6.1.14

Eusébio


Quando acordei ontem de manhã, qual foi o meu espanto de ver que o Eusébio tinha falecido. Fiquei boquiaberta, chocada. Embora fosse do conhecimento público que a saúde dele já tivera melhores dias, acho que ninguém estava à espera desta notícia. Não foi como o Mandela, que sabíamos que, mais dia menos dia, nos ia deixar. Não é como o Schumi, que a qualquer momento pode surgir mais uma complicação e "ir desta para melhor". Não, não estávamos à espera.
Se calhar porque era tão nosso, o Eusébio. Nosso, de todos e de cada português. E nunca estamos à espera que a morte leve um dos nossos.
Antes de ontem, não sabia grande coisa do Eusébio. Sabia que foi ele o grande responsável pela Taça dos Campeões do Benfica em 62, sabia que foi ele que nos levou ao terceiro e eterno lugar no Mundial de 66, sabia que tinha marcado 41 golos pela Seleção. O básico. E já era tanto!
Ontem fiquei a saber ainda mais, fiquei a saber dos estrondosos 648 golos, dos títulos que deu ao Benfica dele, da glória que ele trouxe ao seu clube. De toda a sua humildade, quando recorda Di Stéfano ou Pelé. De toda a humanidade dele. Porque acredito que não há um único português, um único amante de futebol no mundo que não goste de Eusébio.
E o SLB conseguiu a homenagem à altura do Pantera Negra. E a comunicação social conseguiu, e Portugal conseguiu.

O céu ganhou mais uma estrela, a estrela Eusébio.

24.12.13

Fui Zumbar no domingo...

... e agora estou aqui que nem posso! Bem, não estou assim tão mal, apenas me doem os joelhos e as costas. Acredito que, para quem não tem grande preparação para essas andanças, não seja assim tão mau! Foram duas horas a zumbar, apenas se parava para beber água, não vá uma pessoa se desidratar, e toca a mexer novamente! E por uma boa causa: a entrava custava um quilo de alimento, para a Ordem dos Vicentinos de Louredo, Santa Maria da Feira. Não sei exatamente quantos quilos foram angariados, mas que tinha lá muita boa gente, isso tinha! E com 16 professoras endiabradas, aquilo é que foi pinchar, dançar, rir e transpirar! Tudo o que faz bem ao ânimo e ao físico. Hoje até posso andar um bocadito empenada, mas deu-me uma vontade enorme de me sentir ativa! Até fui à Decathlon (comprar prendas de última hora do Mais-que-tudo) e trouxe logo um sutiã/ top desportivo. Agora só falta usá-lo... Dêem-me forças!

7.11.13

Bebés novos :)

Sim, finalmente, comprei umas sapatilhas decentes para fazer exercício! Já andava desde julho (vejam lá) a chorar por umas e, sim, perdi o amor à carteira e comprei as bebés. Lindas que nem elas e tão, mas tão confortáveis. Ontem até fui com outro ânimo para a aulinha de ginástica. É que as velhas Adidas (meeeesmo velhas) já não se aguentavam mais, tão gastas que até deslizavam. Agora é esperar que estas Asics do meu coração também se aguentem 10 aninhos, como as anteriores. Sim, leram bem, 10 anos que têm as queridas Adidas e sempre com bastante uso! É verdade que, na altura, custaram os olhos da cara ao meu paizinho e que eu fui mais contida nos gastos (55 euros, é bom negócio, não?), mas pronto, vamos descer a fasquia. 5 anos para as Asics, pode ser?



Não são lindas, lindas, lindas? Já não há desculpas para ficar no sofá a engonhar...


1.10.13

João Sousa, o Federer Português

Foi com grande orgulho que vi que o João Sousa ganhou, no domingo, o torneio ATP de Kuala Lumpur, na Malásia. Não vi o torneio, nem a final. Para variar, não deu nos canais generalistas e, digo-o sem vergonha, em minha casa não há cabo nem satélite, só se vê RTP 1 e 2, SIC e TVI. Acredito que foi grande jogo, que é o "novo orgulho nacional", mas é triste que apenas lhe tenham dado agora o devido valor, a ele e a esta modalidade que é "só" genial.
Cresci a ver ténis, a ver o Federer a dar coça das grandes a tudo e todos, a fazer smash e pontos do outro mundo, jogadas que nos deixam de boca aberta. Para mim, será para todo o sempre o melhor tenista do mundo, venham Nadais e Djokovics, Sampras ou Agassis. Se calhar vivi o ténis na Suíça como se vive o futebol em Portugal, se calhar é por isso que me sinto tão revoltada por não se falar tenisticamente bem neste país.
O João Sousa atingiu um patamar nunca antes atingido por algum tenista português, faz hoje parte da elite mundial. Aos 24 anos, ainda tem tanto para evoluir, tanta margem de manobra para fazer (ainda mais) História. Um talento bruto que teve de emigrar para conseguir e ter sucesso (onde é que já ouvi isto?).
Obrigada João Sousa, obrigada por mostrares ao teu país a maravilha deste desporto.


Deixo-vos com o Rei...