No sábado, para festejar o nosso aniversário, eu e o Mais-que-tudo fomos a um sítio que já queríamos ter ido à algum tempo: ao grandioso Museu do Futebol Clube do Porto. Esta paixão conjunta pelo clube da Invicta dura desde a nossa tenra idade. Aliás, se eu conseguisse recuar até à minha primeira memória, nessa altura a minha alma já era azul e branca. E agradeço ao meu querido avô essa bênção que me deu de ser portista.
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23.10.13
Acreditei
Passei a primeira parte a roer as unhas, a segunda parte de pé. "Senta-te!", dizia a minha mãe, "não consigo", respondia eu.
Acreditei, acreditei que era possível, a jogar com dez, a jogar contra o Hulk, a jogar com Josué e Licá. Acreditei quando o Varela entrou (o mal-amado, o salvador da pátria), acreditei nos três pontos. Até ao minuto 86. Mesmo assim, durante os últimos 10 minutos acreditei no empate, mesmo quando o Jackson deixou de correr, mesmo quando o Lucho estava a morrer. Acreditei até ao apito final.
E deitei as mãos à cabeça. E vieram-me as lágrimas aos olhos.
Pela primeira vez esta época, vi o meu clube a jogar à bola. Foi preciso expulsar um para se unirem, para serem Equipa. Deu para acreditar que tudo era possível com esta equipa, meia remendada, meia por construir. Deu para acreditar na vitória, na passagem aos oitavos, deu para acreditar no "Venham lá Barças, Bayerns e Arsenais, nós aguentamos, nós conseguimos, com dez!". Deu para acreditar na final da Luz.
Não faço críticas às escolhas do Paulo Fonseca, apenas digo que o nosso treinador tem muito para crescer e para aprender. Apenas gostava que aprendesse sem errar tanto.
Porque dói.
Porque o adepto azul e branco não está habituado a sofrer tanto, porque o adepto azul e branco não está habituado a perder tão perto do fim.
(E de repente, senti o que muitos dos meus caros colegas vermelhos sentiram há poucos meses atrás, mas numa tragédia mais pequena para mim.)
Acreditei, acreditei que era possível, a jogar com dez, a jogar contra o Hulk, a jogar com Josué e Licá. Acreditei quando o Varela entrou (o mal-amado, o salvador da pátria), acreditei nos três pontos. Até ao minuto 86. Mesmo assim, durante os últimos 10 minutos acreditei no empate, mesmo quando o Jackson deixou de correr, mesmo quando o Lucho estava a morrer. Acreditei até ao apito final.
E deitei as mãos à cabeça. E vieram-me as lágrimas aos olhos.
Pela primeira vez esta época, vi o meu clube a jogar à bola. Foi preciso expulsar um para se unirem, para serem Equipa. Deu para acreditar que tudo era possível com esta equipa, meia remendada, meia por construir. Deu para acreditar na vitória, na passagem aos oitavos, deu para acreditar no "Venham lá Barças, Bayerns e Arsenais, nós aguentamos, nós conseguimos, com dez!". Deu para acreditar na final da Luz.
Não faço críticas às escolhas do Paulo Fonseca, apenas digo que o nosso treinador tem muito para crescer e para aprender. Apenas gostava que aprendesse sem errar tanto.
Porque dói.
Porque o adepto azul e branco não está habituado a sofrer tanto, porque o adepto azul e branco não está habituado a perder tão perto do fim.
(E de repente, senti o que muitos dos meus caros colegas vermelhos sentiram há poucos meses atrás, mas numa tragédia mais pequena para mim.)
7.10.13
Distúrbios de um Fim-de-Semana
Sexta-feira passada andava eu cheia de planos para este fim-de-semana, a culminar numa ida ao Mercado dos Sabores, na Alfândega. Ainda tinha de passar por uma Vodafone deixar o meu mais pequeno, enquanto ainda está na garantia, ir a uma aula de inglês no Wall Street Institute (que me ando a desleixar...) e acabar o belo do domingo a ver o meu Porto dar uma tareia ao Arouca e o querido Estoril empatar mais dois pontos do Benfica.
Tal como estes factos futebolísticos não aconteceram, também não aconteceu nadinha do resto do meu programa. A aula de inglês foi-se, a ida à Vodafone também (não faço puto de ideia onde é que guardei a garantia, bonito!), e a visitinha ao Mercado dos Sabores nem vê-la!
Esta última por culpa do meu mais-que-tudo que, nada dado a estas andanças de "ver pessoas a cozinhar" (embora lhe tenha explicado que o conceito não era apenas ver pessoas a cozinhar, que também ia haver mini-concertos, gente gira a cantar, degustações e workshops, nada feito), combinou comigo irmos no domingo, ao final da tarde, e até petiscávamos algo por lá. Mas, de repente, deu-se-lhe uma iluminação: "Hey, não vai dar, às 18h joga o Porto!"
Pronto, lá se foi o Mercado dos Sabores... Mas se fosse para ver a tal tareia que eu queria que acontecesse, tudo bem, nem ficava furiosa, agora para ver aquele futebol sôfrego contra o Arouca, o AROUCA minha gente! Sem querer faltar ao respeito ou tirar-lhe o mérito ao Arouca, porque o tem (não é qualquer um que sobe da II Divisão à I Liga em quatro anos), mas caraças, era o Arouca X Porto! Que nojo de jogo pah! O que vale é que o Benfica não anda a jogar muito melhor, mas lá vai dando para pontuar (tanto os azuis como os vermelhos). E, acreditem, não me lembro da última vez que temi o Sporting, só espero que esta pausa para as seleções faça bem ao meu Porto, porque a visita do Sporting ao Dragão não vai ser tão pacífica como nos últimos anos...
Ponto positivo do meu fim-de-semana: dei um saltinho à Pluricosmética e trouxe o Baby Lips Peach Kiss :)
Tal como estes factos futebolísticos não aconteceram, também não aconteceu nadinha do resto do meu programa. A aula de inglês foi-se, a ida à Vodafone também (não faço puto de ideia onde é que guardei a garantia, bonito!), e a visitinha ao Mercado dos Sabores nem vê-la!
Esta última por culpa do meu mais-que-tudo que, nada dado a estas andanças de "ver pessoas a cozinhar" (embora lhe tenha explicado que o conceito não era apenas ver pessoas a cozinhar, que também ia haver mini-concertos, gente gira a cantar, degustações e workshops, nada feito), combinou comigo irmos no domingo, ao final da tarde, e até petiscávamos algo por lá. Mas, de repente, deu-se-lhe uma iluminação: "Hey, não vai dar, às 18h joga o Porto!"
Pronto, lá se foi o Mercado dos Sabores... Mas se fosse para ver a tal tareia que eu queria que acontecesse, tudo bem, nem ficava furiosa, agora para ver aquele futebol sôfrego contra o Arouca, o AROUCA minha gente! Sem querer faltar ao respeito ou tirar-lhe o mérito ao Arouca, porque o tem (não é qualquer um que sobe da II Divisão à I Liga em quatro anos), mas caraças, era o Arouca X Porto! Que nojo de jogo pah! O que vale é que o Benfica não anda a jogar muito melhor, mas lá vai dando para pontuar (tanto os azuis como os vermelhos). E, acreditem, não me lembro da última vez que temi o Sporting, só espero que esta pausa para as seleções faça bem ao meu Porto, porque a visita do Sporting ao Dragão não vai ser tão pacífica como nos últimos anos...
Ponto positivo do meu fim-de-semana: dei um saltinho à Pluricosmética e trouxe o Baby Lips Peach Kiss :)
2.10.13
"Não merecíamos isto..."
Nós não merecíamos.
Mas quando digo "Nós" refiro-me aos adeptos, ao Estádio quase cheio, a esta casa. Merecíamos mais do que apenas 30 minutos de bom futebol, 30 minutos de sonho, de "sim, vamos ganhar isto a brincar". 30 minutos é tão pouco... Depois disso, depois do golo, deixa de haver garra, deixa de haver vontade. Mas porquê? Nem os raios dos milhões da Champions são motivo suficiente para correr durante 90 minutos, jogar à bola, marcar golos?
O que se passa no meu Porto? No "melhor plantel dos últimos anos", como muitos o afirmam? Que desalento...
O adepto sofre tanto, é um amor cego, de um único sentido, o adepto dá tudo e recebe 30 minutos. O adepto dá o corpo ao manifesto, sai do trabalho a correr, arrisca-se a uma valente multa por excesso de velocidade, leva o cachecol ao vento pela Alameda acima, canta até ficar rouco, enche o Estádio, e recebe 30 minutos de bom futebol. Mas que havemos de fazer, é um amor louco que não passa, apenas temos de secar as lágrimas e esperar que venham melhores dias, melhores noites, melhores jogos. Sofrer e ter esperanças, porque as alegrias também vêm, e quando vêm, enchem-nos o coração e esquecemo-nos de tudo. Dos 30 minutos, dos espanhóis, dos golos sofridos, das derrotas. Porque nesses momentos, só conta o nosso Porto. E o nosso Porto é tão Grande.
Mas quando digo "Nós" refiro-me aos adeptos, ao Estádio quase cheio, a esta casa. Merecíamos mais do que apenas 30 minutos de bom futebol, 30 minutos de sonho, de "sim, vamos ganhar isto a brincar". 30 minutos é tão pouco... Depois disso, depois do golo, deixa de haver garra, deixa de haver vontade. Mas porquê? Nem os raios dos milhões da Champions são motivo suficiente para correr durante 90 minutos, jogar à bola, marcar golos?
O que se passa no meu Porto? No "melhor plantel dos últimos anos", como muitos o afirmam? Que desalento...
O adepto sofre tanto, é um amor cego, de um único sentido, o adepto dá tudo e recebe 30 minutos. O adepto dá o corpo ao manifesto, sai do trabalho a correr, arrisca-se a uma valente multa por excesso de velocidade, leva o cachecol ao vento pela Alameda acima, canta até ficar rouco, enche o Estádio, e recebe 30 minutos de bom futebol. Mas que havemos de fazer, é um amor louco que não passa, apenas temos de secar as lágrimas e esperar que venham melhores dias, melhores noites, melhores jogos. Sofrer e ter esperanças, porque as alegrias também vêm, e quando vêm, enchem-nos o coração e esquecemo-nos de tudo. Dos 30 minutos, dos espanhóis, dos golos sofridos, das derrotas. Porque nesses momentos, só conta o nosso Porto. E o nosso Porto é tão Grande.
A música que deixa qualquer um arrepiado
Cachecol de pernas para o ar, tal como a equipa a partir do minuto 30.
"A" Casa :)
Os espanhóis a fazer la fiesta, desfocados, pela raiva que eu sentia!
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