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7.10.13

Distúrbios de um Fim-de-Semana

Sexta-feira passada andava eu cheia de planos para este fim-de-semana, a culminar numa ida ao Mercado dos Sabores, na Alfândega. Ainda tinha de passar por uma Vodafone deixar o meu mais pequeno, enquanto ainda está na garantia, ir a uma aula de inglês no Wall Street Institute (que me ando a desleixar...) e acabar o belo do domingo a ver o meu Porto dar uma tareia ao Arouca e o querido Estoril empatar mais dois pontos do Benfica.
Tal como estes factos futebolísticos não aconteceram, também não aconteceu nadinha do resto do meu programa. A aula de inglês foi-se, a ida à Vodafone também (não faço puto de ideia onde é que guardei a garantia, bonito!), e a visitinha ao Mercado dos Sabores nem vê-la!
Esta última por culpa do meu mais-que-tudo que, nada dado a estas andanças de "ver pessoas a cozinhar" (embora lhe tenha explicado que o conceito não era apenas ver pessoas a cozinhar, que também ia haver mini-concertos, gente gira a cantar, degustações e workshops, nada feito), combinou comigo irmos no domingo, ao final da tarde, e até petiscávamos algo por lá. Mas, de repente, deu-se-lhe uma iluminação: "Hey, não vai dar, às 18h joga o Porto!"
Pronto, lá se foi o Mercado dos Sabores... Mas se fosse para ver a tal tareia que eu queria que acontecesse, tudo bem, nem ficava furiosa, agora para ver aquele futebol sôfrego contra o Arouca, o AROUCA minha gente! Sem querer faltar ao respeito ou tirar-lhe o mérito ao Arouca, porque o tem (não é qualquer um que sobe da II Divisão à I Liga em quatro anos), mas caraças, era o Arouca X Porto! Que nojo de jogo pah! O que vale é que o Benfica não anda a jogar muito melhor, mas lá vai dando para pontuar (tanto os azuis como os vermelhos). E, acreditem, não me lembro da última vez que temi o Sporting, só espero que esta pausa para as seleções faça bem ao meu Porto, porque a visita do Sporting ao Dragão não vai ser tão pacífica como nos últimos anos...

Ponto positivo do meu fim-de-semana: dei um saltinho à Pluricosmética e trouxe o Baby Lips Peach Kiss :)



4.10.13

A minha revolta contra as armas nos EUA

Muito se fala da cultura ocidental, onde felizmente estamos inseridos e onde se inclui os EUA. Mas a cultura europeia e a norte-americana são dois mundos distintos. Embora aqui como lá, uma mulher possa conduzir, votar, ser livre, no fim de contas, noutros assuntos a própria Europa não consegue perceber o que vai na mente dos americanos. Um desses assuntos é o uso e porte de armas. Não me entra na cabeça que do outro lado do oceano seja a coisa mais normal do mundo ter uma arma em casa e, pior ainda, não haver idade mínima para usar a tal arma (desde que seja acompanhado pelos pais, blá blá blá). Num país que se diz tão civilizado, que “luta contra o terrorismo” (entre aspas, porque “lutar”, sim, agora contra ou favor do quê é que preferimos não saber), como é que ainda é válida uma lei datada de 1791 (a segunda emenda da Constituição dos Estados Unidos)? Como é que ninguém consegue fazer frente ao lobby do armamento, o NRA? Pressões e mais pressões, e pais idiotas (desculpem-me o termo, mas esta é a palavra mais gentil que me vem à cabeça) que põem caçadeiras nas mãos dos filhos, ou até que pedem a licença de porte de arma para o bebé com apenas dez meses (sim, isto aconteceu em 2007, podem ler aqui).
“A posse de uma arma deve ser encarada como parte da identidade dos norte-americanos”. Desculpe? Esta frase revolta-me tanto, não faz sentido, sobretudo após tanto massacre naquele país. Mas tendo em conta que existem mais lojas de venda de armas do que de alimentação e outras necessidades primárias, a continuação da lei como está atualmente é o ganha-pão de muitas pessoas e mais alimento para os peixes-gordos da economia norte-americana. Vejamos alguns factos impressionantes e, a meu ver, bastante perigosos:

- Nunca se venderam tantas armas nos EUA;
- Nos EUA, em cada 100 habitantes, 89 têm uma arma em casa. É o país com mais armas per capita do mundo, seguido pelo Iémen (54,8 armas por cada 100 pessoas) e pela Suíça (45,7 armas por cada 100 pessoas);
- A indústria do armamento movimenta 13,6 mil milhões de dólares diretos e mais 31,8 mil milhões de dólares indiretos (cadeia de fornecedores, distribuição e venda);
- O setor emprega quase 100 mil pessoas, com um total de 210 mil postos de trabalho indiretos;
- Em 2011, este setor pagou 5,1 mil milhões de dólares em impostos.

Podem ver mais dados aqui.

3.10.13

Coup de Coeur #2


Eva Longoria nos Emmys em... 2005! Amei o vestido <3

Em modo Entusiasmada :D

Lá ando eu novamente à volta de orçamentos, e PRODER e SIALM, e mais orçamentos. Isto está a ganhar forma, o bebé está a crescer, embora ainda seja apenas um embriãozinho muito pequenino.
Trabalho chato, é verdade, mas também é super-motivante estar a par de tudo, poder opinar sobre tudo e trabalhar no duro, no que não se vê quando o produto chega às bancas. Todo este trabalho de bastidores, de ensaios, dá gosto.
Pela primeira vez, dão-me carta branca para tudo: logótipos, sites, grafismos, material, conteúdos, sou eu que decido. E lá ando eu a pedir orçamentos para máquinas fotográficas, câmaras de filmar, gravadores, microfones, impressoras, computadores, a chatear gráficas e lojas de informática. E a legislação? Já não aguento ler mais decretos-lei, portarias e coisas parecidas. Registos, INPI, ERC, mas é mesmo preciso isto tudo?
Embora de cariz regional, quero uma coisa mesmo profissional, com atualizações, com elementos multimedia, imagens, textos, vídeos, audios. Vai dar  uma trabalheira jeitosa, mas é o que gosto de fazer, é o que sei fazer de melhor.
A má notícia é que tudo leva o seu tempo. Com 50 mil coisas para fazer, à parte deste projeto, se tudo estiver pronto em dezembro deste ano, já me dou por muito satisfeita... Entretanto vou vendo este bebé a crescer, de dia para dia :)




Post-its, blocos-notas e cadernos, não vivo sem eles!
(e este caderno lindo foi-me oferecido pela Avelina Correia Artesanato, espreitem! E a garrafinha da Tupperware, of course.)

2.10.13

Emma's Inspiration

Emma Watson, da bruxina do Harry Potter à Elegância pura...








"Não merecíamos isto..."

Nós não merecíamos.
Mas quando digo "Nós" refiro-me aos adeptos, ao Estádio quase cheio, a esta casa. Merecíamos mais do que apenas 30 minutos de bom futebol, 30 minutos de sonho, de "sim, vamos ganhar isto a brincar". 30 minutos é tão pouco... Depois disso, depois do golo, deixa de haver garra, deixa de haver vontade. Mas porquê? Nem os raios dos milhões da Champions são motivo suficiente para correr durante 90 minutos, jogar à bola, marcar golos?
O que se passa no meu Porto? No "melhor plantel dos últimos anos", como muitos o afirmam? Que desalento...
O adepto sofre tanto, é um amor cego, de um único sentido, o adepto dá tudo e recebe 30 minutos. O adepto dá o corpo ao manifesto, sai do trabalho a correr, arrisca-se a uma valente multa por excesso de velocidade, leva o cachecol ao vento pela Alameda acima, canta até ficar rouco, enche o Estádio, e recebe 30 minutos de bom futebol. Mas que havemos de fazer, é um amor louco que não passa, apenas temos de secar as lágrimas e esperar que venham melhores dias, melhores noites, melhores jogos. Sofrer e ter esperanças, porque as alegrias também vêm, e quando vêm, enchem-nos o coração e esquecemo-nos de tudo. Dos 30 minutos, dos espanhóis, dos golos sofridos, das derrotas. Porque nesses momentos, só conta o nosso Porto. E o nosso Porto é tão Grande.


A música que deixa qualquer um arrepiado

 Cachecol de pernas para o ar, tal como a equipa a partir do minuto 30.

 "A" Casa :)

Os espanhóis a fazer la fiesta, desfocados, pela raiva que eu sentia!

1.10.13

João Sousa, o Federer Português

Foi com grande orgulho que vi que o João Sousa ganhou, no domingo, o torneio ATP de Kuala Lumpur, na Malásia. Não vi o torneio, nem a final. Para variar, não deu nos canais generalistas e, digo-o sem vergonha, em minha casa não há cabo nem satélite, só se vê RTP 1 e 2, SIC e TVI. Acredito que foi grande jogo, que é o "novo orgulho nacional", mas é triste que apenas lhe tenham dado agora o devido valor, a ele e a esta modalidade que é "só" genial.
Cresci a ver ténis, a ver o Federer a dar coça das grandes a tudo e todos, a fazer smash e pontos do outro mundo, jogadas que nos deixam de boca aberta. Para mim, será para todo o sempre o melhor tenista do mundo, venham Nadais e Djokovics, Sampras ou Agassis. Se calhar vivi o ténis na Suíça como se vive o futebol em Portugal, se calhar é por isso que me sinto tão revoltada por não se falar tenisticamente bem neste país.
O João Sousa atingiu um patamar nunca antes atingido por algum tenista português, faz hoje parte da elite mundial. Aos 24 anos, ainda tem tanto para evoluir, tanta margem de manobra para fazer (ainda mais) História. Um talento bruto que teve de emigrar para conseguir e ter sucesso (onde é que já ouvi isto?).
Obrigada João Sousa, obrigada por mostrares ao teu país a maravilha deste desporto.


Deixo-vos com o Rei...