E com a convocatória para o Mundial do Brasil, renasceu em mim a chama futebolística que me abandonou ao longo deste ano (eu sei, amigos vermelhos, desculpem, encarnados, para o ano há mais...). Não vou dizer que não estava à espera, não me espantou mas continuo revoltada/ inquieta com certas situações:
1. Ricardo Quaresma. Como é que um talento bruto daqueles não tem lugar numa Seleção que tem Varela, Hugo Almeida e Rafa (sem desprimor pelos senhores)? Ok, tem um temperamento do caraças. Mas ele próprio sabia que, se fosse chamado, nunca seria titular, apenas saíria do banco em casos extremos para desequilibrar qualquer coisa (só se acontecesse uma tragédia ao CR, o que me leva ao 2º ponto...).
2. Cristiano Ronaldo. Como é que o nosso Melhor do Mundo está? Esta série de lesões preocupa-me, a mim e a toda a população portuguesa que apoia incondicionalmente a Seleção. E então? Alguém sabe a verdadeira condição física do madeirense? Os nuestros hermanos estarão a esconder-nos alguma coisa? Vão rebentá-lo todo na final da Champion's só para nos complicar (ainda mais) as contas?
3. Três jogadores do SC Braga na convocatória. Tantos quanto o número de portugueses chamados do Real Madrid. Eduardo? Apostava mais no Anthony Lopes, do Lyon. Eder e Rafa lesionados metade da época.
4. Quarto ponto, mas o mais importante e preocupante: pontas-de-lança? Onde estão? Não há? Temos de nos contentar com Postiga (que não tem jogado este ano e vai ser titular), Hugo Almeida (???) e Eder? Jogadores portugueses pelo mundo, ninguém para fazer sombra a estes três? Não?
5. Antunes de fora. Quem vier com a desculpa de "ah, e tal, o Paulo Bento prefere levar o Varela ou o Vieirinha porque acompanharam a Seleção durante o apuramento e o Quaresma não". Então e o Antunes que acompanhou tudo e que disse presente e agora vai o André Almeida? Nada contra o jovem do Benfica, até simpatizo com o jogador (jogador, não com o clube), mas, por essa lógica, ia o Antunes. E, na minha modesta opinião, confio mais nas capacidades do Antunes do que no André Almeida.
Mas apesar destas minhas teorias de treinadora de bancada, vou apoiá-los a todos, como se fossem todos meus irmãos mais velhos (e outros mais novos) a representar a minha família no Brasil. Vou gritar, vou chorar se for preciso, não vou perder uma pitada. E devíamos todos apoiá-los, de pé, apoiar as nossas cores, a nossa bandeira, o nosso Portugal.